segunda-feira, 27 de julho de 2015

PARAMORE: UMA DÉCADA DE NOMEAÇÕES E A INCRÍVEL HISTÓRIA NUNCA CONTADA


O Paramore é o grande destaque da nova edição da revista Kerrang!, que chegou às bancas no dia 21 de julho.

Paramore: Uma década de nomeações. A incrível história nunca contada.
Este é o título da matérias que deixou os fãs sem fôlego e prometeu revelar fatos do passado da banda, a cada nova página.
O início da carreira, contratos com gravadoras, conflitos, o sucesso dividido entre amizades e famílias, decisões por trás de singles e videoclipes, o peso das turnês e a verdade sobre o futuro de uma das bandas mais bem sucedidas do mundo.

Confira, com exclusividade, a tradução completa da nova edição da Kerrang!



DEZ ANOS ATRÁS, CINCO CRIANÇAS, CONHECIDAS COMO PARAMORE, PULARAM EM UM CARRO E SAÍRAM DE CASA PARA GRAVAR SEU PRIMEIRO DISCO JUNTOS. E NINGUÉM PODERIA IMAGINAR A VIAGEM QUE TODOS ELES FARIAM…

É uma verdade reconhecida universalmente que até mesmo as grandes jornadas começam com pequenos passos. Claro, em 2015, o Paramore é uma das bandas mais reconhecidas do rock moderno, mas eles também tiveram que amarrar os cadarços e passar pela porta do pop-punk em algum momento. De fato, há apenas uma década, na pequena cidade de Franklin, Tennessee, o Paramore era só mais uma ruga nos olhos adolescentes de Hayley Williams – uma jovem garota do centro-oeste do “fim do mundo”.

Com isso em mente, o álbum de estreia, All We Know Is Falling – que comemora seu 10° aniversário esse ano – foi, relativamente, um caso modesto. Gravado com um pequeno orçamento, em poucas semanas, pode ter sido só a base para os grandes feitos da banda, mas também foi um sinalizador da vontade apresentada ao mundo pela estrela de cabelos vermelhos, que iria se tornar um ícone para sua geração, e sua banda de irmãos – na época formada por Zac e Josh Farro, na bateria e guitarra, respectivamente, o baixista Jeremy Davis e um segundo guitarrista, Jason Bynum.

Era um álbum que misturava o toque melódico, a profundidade emocional e a destreza vocal que, em pouco tempo, se tornaria a moeda de troca da banda. Era um álbum que viraria cabeças e incendiaria corações, na mesma medida. Era um álbum que pavimentaria o caminho para que o Paramore se tornasse o gigante conquistador-de-tudo que é hoje.

Mesmo com todas as eventuais glórias, no entanto, é seguro dizer que o All We Know Is Falling foi um álbum submerso em estresse e escrutínios: os chefes da gravadora Atlantic Records eram responsáveis por aproveitar ao máximo seu contrato, e houve, como veremos, uma grande inversão interna no andamento das coisas – mesmo assim, as dores de crescimento já esperadas por adolescentes acabaram gravando 10 canções frenéticas.

Em termos mais amplos, foi um momento decisivo: o surgimento da banda significou uma nova onda de mulheres no pop-punk. Mesmo que pareça estranho agora, a presença de Hayley Williams era única e refrescante em 2005.

De fato, até mesmo antes que o primeiro LP do Paramore fosse enviado para as fábricas, a banda já estava causando agitação nas indústrias. E, sendo Franklin próxima à lendária “Cidade da Música”, Nashville – lar dos escritórios de muitas das maiores gravadoras do mundo, além da produção de guitarras Gibson – era apenas uma questão de tempo até que os sussurros sobre a adolescente e sua banda de garagem  formada por jovens cristãos se tornassem uma tempestade de grandes proporções.

CONHEÇA A GANGUE

AS PEÇAS DA HISTÓRIA DO ALL WE KNOW IS FALLING

HAYLEY WILLIAMS: Vocalista e compositora do Paramore
JEREMY DAVIS: Baixista do Paramore, que deixou a banda por algum tempo, em 2005
ZAC FARRO: Baterista, que deixou a banda em 2010
JAMES PAUL WISNER: Produtor que trabalhou com o All We Know Is Falling
STEVE ROBERTSON: Agente que deu à banda seu primeiro contrato
KEVIN LYMAN: Sr. Warped Tour. Fã do Paramore desde o começo.

HAYLEY WILLIAMS: “O que é legal sobre Nashville é que existem muitos tipos de música diferentes – existem muitas músicas indie e muito punk rock. Aqui, as crianças formam bandas com 13 anos de idade, é legal, e existem mais gravadoras do que em qualquer outro lugar do mundo.

ZAC FARRO: “Eu acho que ser uma banda jovem ajuda a conexão com os fãs, porque as crianças te admiram, e ao mesmo tempo é legal você ter a mesma idade, se não, ser mais novos do que eles. “Cara, isso é demais, eu sou mais velho que vocês, sem chance!” Era definitivamente um ótimo sentimento saber que jovens mais velhos e da mesma idade poderiam se conectar conosco”

STEVE ROBERTSON: “Com qualquer outra banda que tivesse a mesma semente de algo incrível, Hayley tinha 15 anos quando nós assinamos com o Paramore, e Zac tinha 13. Nós não criamos o Paramore. Nós reconhecemos uma banda jovem que tinha potencial de ser uma banda de peso em todo o mundo e nós simplesmente ajudamos a criar oportunidades para eles… Hayley queria se certificar de saber exatamente quem ela era, que suas bandas favoritas eram Jimmy Eat World, Underoath e Sunny Day Real Estate. Ela queria se certificar que nós não olhássemos pra ela como uma princesa pop em ascensão no Top 40. Ela queria se certificar que ela e sua banda teria a chance de mostras que eles conseguiam, como uma banda de rock, escrever suas próprias músicas. O que era ótimo, pois sou um cara do Rock e eu entendo esse gênero e esse ponto de vista melhor que tudo.”

Um acordo com a Atlantic foi rapidamente assinado, mas estava decidido que, devido à paixão de Hayley por rock autêntico, seria a vazão inicial da banda de lançar em uma gravadora indie. Fueled By Ramen parecia um encaixe natural, comandando, assim como é, por Vinnie Fiorello do Less Than Jake ostentando ser o anfitrião dos nomes mais em alta do cenário, desde The Academy is… a Panic! At The Disco. Os planos, assim como nas anotações de Steven Robertson, eram permitir que os fãs “descobrissem a banda sem ela ser enfiada a eles goela a baixo”. Nós acendemos o fusível para garantir que essa banda tivesse uma carreira. Dado aos tipos de banda que eles curtiam e ao tipo de música que eles estavam começando a escrever de início, nós tivemos a ideia de que a plateia da Warped Tour iria amar essa banda e eles concordaram, então nós fomos nessa direção.

Com os ternos alinhados e preparados para alavancar a banda, os adolescentes foram a Orlando, Florida, onde eles começariam o processo de três semanas de gravação do All We Know Is Falling com convicção.

HAYLEY WILLIAMS: “Nós gravamos demos em Nashville antes, então nós tínhamos uma ideia do que e de como seria. Mas trabalhar com produtores tão incríveis como James Paul Wisner e Mike Green teve muito a ver com a forma como nós crescemos como banda durante o processo de gravação desse álbum.”

“MOLDANDO UMA SOMBRA
Por dentro da icônica arte de All We Know Is Falling


A saída de Jeremy Davis do Paramore, durante a gravação do All We Know Is Falling, abalou as estruturas de uma banda jovem que se encontrava longe de casa.
Ao mesmo tempo em que o impacto causado pela saída de Jeremy está relacionado à música de abertura do álbum – que inspirou o título dele -, ele também é visível na capa do álbum.
O simples sofá vermelho – que também aparece na contracapa do disco, com os quatro membros remanescentes do Paramore sentados nele – pode não ter sido apenas uma declaração de que a banda procurava deixar sua marca.
Ele continha um segredo escondido na sombra de uma pessoa, que representava a saída de Jeremy, e a sombra que deixou em cima de seus companheiros de banda.”

STEVE ROBERTSON: “Nós queríamos a criatividade deles apresentada da melhor maneira possível, então nós os demos criatividade e liberdade, e eles somente floresceram. Era tão mais único do que tinha sido originalmente apresentado.”

JAMES PAUL WISNER: “Eu me lembro vividamente quando eu conheci Hayley e tudo que ela conseguia me dizer era que o álbum ‘They’re Only Chasing Safety’ da banda Underoath era seu favorito e, claro, eu tinha produzido ele também. Aquilo foi excelente, pois, para mim como produtor, isso funciona com a banda para que eles sejam mais abertos, e se eles realmente apreciam seu trabalho anterior, vocês podem ter uma química juntos. Essa foi a maior razão pela qual aquilo fluiu muito bem – havia confiança e respeito mútuos ali.”

É certamente verdadeiro que uma vez que a banda alcançou o estúdio, as músicas que emergiram eram cheias de culhões que ninguém, particularmente a gravadora da banda, esperava. Desde a batida disco com looping de “Here We Go Again”, até “Whoa” com sua bombástica e emocionante “paixão de grávida”, até o eventual primeiro single Pressure com seu refrão de estourar os pulmões, esse era o álbum de rock que se recusava a arrancar socos enquanto retinha o senso instintivo de ascensão e declive que a banda iria eventualmente controlar por completo. Infelizmente, contudo, como tantas vezes é o caso, o caminho para cultivar pastos verdes é raramente tranquilo. Para um membro fundador da banda em particular, o avanço de ser aquilo que estava rapidamente se tornando um projeto full-time que os consumia por completo estava provando ser um pouco demais…

HAYLEY WILLIAMS: Nós não esperávamos nos mudar para Orlando, escrever e gravar um álbum inteiro e depois sair em turnê por alguns meses. Foi muito difícil para todos nós. Alguns dias depois que entramos no estúdio, o Jeremy nos reuniu e falou, “Ei, gente, eu preciso conversar com vocês… eu comprei uma passagem de avião e estou voltando para Nashville.”, e nós ficamos tipo, “er… tudo bem.” Nós estávamos prestes a tocar naquele dia, e eu só lembro de ter chorado e ter ficado muito, muito chateada. Eu meio que pensei, bem no fundo da minha mente, “Talvez, se eu chorar o bastante, isso vai fazer com que ele mude de ideia…” Eu me lembro de ter conversado com ele no telefone depois disso e ele estava tipo, “eu consegui um trabalho no Domino’s, cara, eu vou entregar pizzas”, e eu pensei, “Isso não vai dar certo…”

JEREMY DAVIS: “Tinha um número de coisas que estavam me exaustando. Nós estávamos ensaiando demais e, em meio aquilo, indo à igreja o tempo todo, era realmente difícil para mim até encontrar um emprego, e aí eu estava devendo e eu fiquei com medo, eu acho. Eu fui pra casa e me dei conta o quanto eu fracassava em tudo, inclusive!”

Para a banda, com um homem e um velho amigo a menos, a tarefa de persistir era difícil, mas crucial. E, enquanto eles permaneceram em estúdio, cuidando de faixa por faixa, a repentina e chocante partida de Jeremy se tornou um foco como inspiração tanto musical, quanto para as letras. De fato, a música inicial do álbum, pseudo título do álbum, é inspirada pela decisão do baixista de fazer uma longa jornada de retorno ao Tennessee sem os outros membros da banda, ou, aparentemente, nada a mais para aguardar futuramente. ‘Now we can follow you back home but we won’t [Agora nós podemos te seguir de volta pra casa, mas não iremos]/ Is this what you had waited for? [É isso que você esperava?]/ Just to be alone? [Apenas estar sozinho?]’ (All We Know) é o refrão contador e é possível imaginar uma jovem de 15 anos de idade escrever sobre a perda de um membro. Apesar disso tudo, uma vez que os amplificadores eram plugados e que os microfones estavam ligados, era tempo de lidar com os negócios de construir os alicerces da carreira dos sonhos deles.

JAMES PAUL WISNER: Era um prazer trabalhar com a banda. Eu estive com eles em estúdio por quase 10 dias [a produção do álbum foi terminada por Mike Green], mas a coisa toda não poderia ter sido suave. O Zac tinha 14 anos de idade na época, mas era um baterista ótimo, cara; ele tinha talento de verdade. Com a Hayley, também, se eu desse sugestões durante as gravações, e se nós trabalhássemos com a estrutura das músicas – ela conseguiria fazer qualquer coisa. Havia muita confiança e determinação e eles eram ótimos, nunca deixaram de ser humildes, sempre foram muito respeitosos, e eles tinham uma crença neles mesmos que era quase impossível de ser abalada. O próprio processo foi muito revolucionário, dado o estilo de música que a banda queria seguir na época, e meu trabalho era só fazer com que isso funcionasse, basicamente. A parte engraçada é que, quando você está gravando um álbum, você não está focado no que pode acontecer durante o tempo, ou o tamanho do público para o qual essas músicas serão tocadas. Mas, ao mesmo tempo, olhando agora, o potencial da banda era óbvio. Tem sido fantástico observar o crescimento da banda hoje.

Com o álbum finalizado, a banda saiu pelo mundo, em turnês, com força total. Felizmente, Jeremy retornaria à banda alguns meses depois, com a mente limpa e focada somente no Paramore. A próxima tarefa era transformar o poder da estreia brilhante que eles tinham gravado em shows ao vivo, o que significava, para eles e para as gerações de antes e depois deles também, ir para a Warped Tour.

KEVIN LYMAN: A partir do momento em que você conhecia a Hayley, você sabia que ela se tornaria uma estrela. As pessoas se conectavam a ela, e, particularmente, o público feminino da Warped Tour. Eles eram apenas crianças, mas você via aquela faísca neles. Eles trabalhavam muito, também, distribuindo panfletos e divulgando o horário do show deles nas calçadas, para que as pessoas pudessem vê-los. Eles eram tão punks quanto qualquer outra pessoa. De fato, ironicamente, a primeira vez que eu vi o Paramore nem foi na Warped Tour; eu vi a Hayley tocando sozinha no Taste Of Chaos [em fevereiro de 2005], onde ela iria abrir o show do Killswitch Engage, imagine só! Mas, de alguma forma, essa garotinha, com apenas um violão, se manteve forte diante de tudo.

JASON BYNUM: “Nós conseguimos uma ótima divulgação na Warped Tour aquele ano. Nós ganhamos um monte de fãs e parecia que algo estava realmente acontecendo. Nós só estávamos tocando em palcos pequenos durante todo o tempo, mas nosso público continuava crescendo e crescendo a cada dia. Eu acho que isso foi quando as palavras ditas tinham muita força e quando a internet ainda estava começando a ter um papel nisso.”

ZAC FARRO: “Eu cresci na estrada – nós fomos para Los Angeles quando eu tinha 13 anos! Quando eu parei para pensar nisso, percebi que foi uma ótima experiência na minha vida, e eu sou completamente grato por isso. Eu conheci muitas pessoas maravilhosas. Um dos meus amigos mais próximos mora na Nova Zelândia agora – como eu o conheceria, se não fosse pelas turnês? Um dos meus melhores amigos mora em Manchester, no Reino Unido, e outro de meus amigos mais próximos mora em Kansas, no Missouri, oito ou nove horas de viagem de Nashville. Sou grato por coisas como essas… as amizades que fiz para a vida toda e os lugares para os quais eu fui, a experiência conseguida com os shows que nós fizemos.”

JAMES PAUL WISNER: “Eu me lembro de ter visto alguns shows deles na época, e a presença de palco da Hayley, aos 15 anos de idade, era inacreditável. Combine isso com o fato de que ela era uma das melhores cantoras com quem eu já tinha trabalhado e que a voz dela era muito memorável. Ela destruía tudo, sabe, ela era claramente uma estrela. – digo, ocasionalmente, ela estava lá fazendo o que ela fazia e olhava para mim. Havia muita certeza sobre ela, e ela era muito nova na época. Mesmo se ela estivesse com medo, ela não demonstraria!”

KEVIN LYMAN: “Eles sempre estiveram no meio de algo. Eles sentariam na tenda [da Warped Tour] e dariam autógrafos para qualquer um que quisesse, e tirariam fotos com qualquer um que quisesse. Sempre foi sobre a banda, também: Eu lembro que uma das primeiras sessões de fotos que a Hayley fez sozinha, sem os caras, foi na Warped Tour, e foi algo difícil de lidar – ela pensou muito nisso.”

HAYLEY WILLIAMS: “Entrar em turnê com nosso álbum de estreia me deu experiências ótimas que eu nunca terei de novo. Ver o país pela primeira vez, do banco do nosso ônibus, sermos expulsos de arenas depois dos shows, porque nós éramos muito novos para estar ali.”


Um dia, vocês serão a atração principal do Reading & Leeds. Sério… (da esquerda) Hunter, Zac, Hayley, Josh e Jeremy.;

Depois disso, uma turnê no Reino Unido aconteceu, incluindo um show com produção estimada de 5000 dólares, em Londres, o que nos levou a declarar que “o Paramore tinha uma grande chance de se tornar uma banda gigante”. E, depois, no final, quando os três singles do álbum – Pressure, Emergency e All We Know – caíram das paradas (e não voltaram até 2007, quando o álbum Riot! foi lançado com muitos sucessos, e o All We Know Is Falling recebeu o certificado de ouro) que a fundação que o All We Know Is Falling criou colocou o Paramore em terra firme pela próxima década.

Para os fãs – e a banda ganharia muitos, muitos fãs – canções como Pressure e Franklin se tornaram parte do coração, e ainda têm a mesma faísca que tinham quando foram lançadas, 10 anos atrás. São essas músicas que lembram alguns dos anos mais visceralmente cativantes em um catálogo explodindo com letras de qualidade.

Claro, mesmo depois do lançamento de um álbum hábil e vigorosamente construído, poucos poderiam prever o que o futuro traria para o Paramore, apenas alguns anos depois – e continua, em uma caminhada brilhante que não mostra sinais de estar chegando ao fim.

Se tudo que o Paramore sabia estava desmoronando, então, os 10 anos que se seguiram depois dos primeiros passos serviram para ensinar como é uma ascensão ao topo que acontece rapidamente. Sem pressão. Sem emergências. Apenas o começo de uma lenda.
DIRETOR SHANE BLAKE REVELA COMO FOI DAR VIDA AOS PRIMEIROS SINGLES DO PARAMORE

Eu tinha feito alguns vídeos para o John Janick, da Fueled By Ramen, e, um dia, ele me enviou essa canção, Pressure, e eu senti uma afinidade instantânea com o que essas crianças estavam fazendo. Eu conheci a banda no dia em que gravamos o clipe, em uma antiga fábrica de doces, no Lebanon, Tennesse, e eu nunca havia me conectado tanto assim com outra banda antes. Eu queria fazer um vídeo divertido, mas também um que demonstrasse que tudo que o Paramore queria estava se tornando realidade. Nós criamos dois personagens, e, para ambos, a vida desmorona, com muita pressão sobre eles, que explode com a água no final.

A ideia por trás de Emergency, que nós gravamos depois, foi que a emergência já existiria desde o começo, e você pode ver essas crianças machucadas, depressivas, se perguntando o que aconteceu com eles. Depois você percebe que é uma fachada, que é a gravação de um clipe, mas passar pelo processo de gravar um vídeo pode levar a uma crise, porque é longo e difícil, e você toca tanto que seus dedos chegam a sangrar! Mas gravar o clipe de Emergency foi o contrário, foi incrível e muito divertido! Foi uma parceria que realmente ficou comigo.

Fonte de toda a tradução: Paramore Brasil

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