segunda-feira, 21 de outubro de 2013

The Snipe entrevista Jeremy Davis e Taylor York

O site The Snipe conversou com Jeremy Davis e Taylor York  antes do show de Vancouver,  Canadá no dia 16 de outubro,em uma entrevista descontraída e divertida onde falam  desde o  álbum auto-intitulado "Paramore" até quais nomes artísticos de lutadores eles teriam.

Confira!!!!!


Mais de 50 adolescentes de olhos brilhantes e estilo meio punk estavam pendurados em torno da entrada do PNE Forum na quarta-feira à tarde, apenas na esperança de vislumbrar o Paramore, banda do Tennessee. O grupo de rock alternativo tem sido uma força dominante na cena pop-punk desde o lançamento de seu álbum multi-platina, Riot!. Músicas contagiantes tais quais “That’s What You Get” e “CrushCrushCrush” fez deles um nome familiar, com a pequena ajuda da presença destes sons em jogos como “Guitar Hero” e “Rock Band”.
Atualmente o Paramore está em turnê para divulgar seu quarto álbum de estúdio, um auto-intitulado cheio de variedades, que se desvia um pouco do caminho “rock alternativo”. A vocalista Hayley Williams estava resfriada e acabou sendo forçada a conservar sua voz para o show, mas o baixista Jeremy Davis e o guitarrista Taylor York ficaram felizes em conversar sobre seus melhores momentos ao escrever e gravar o mais recente álbum. 
Eles começaram nos falando sobre as recentes mudanças de alguns músicos na banda, sobre os problemas que tiveram de enfrentar em razão do amadurecimento, e como eles estão desempenhando o papel de apoiar o ensino de música em colegiais. Depois a conversa rumou para temas habituais tais quais: bandas funk no ensino médio, sonhos infantis sobre “ser um campo de futebol” (é, é isso mesmo), e sobre nomes artísticos de potencial para o WWE. É fácil perceber por quê jovens do mundo inteiro caíram aos pés destes carismáticos e gentis rockeiros.

Ria Nevada: Vocês estão a ponto de completar 10 anos como banda – vocês tem planos de fazer algo especial para esta ocasião?
Taylor York: Sim, faremos algo. Não temos  nada planejado ainda. Mas, mesmo que tivéssemos, não poderíamos contar, não é mesmo?
RN: Ah, vamos lá! Falem só um pouquinho…
Jeremy Davis: Nós também queremos saber um pouquinho.
TY: Sim! É muito surreal que já tenham se passado quase 10 anos. É inacreditável. Estamos muito agradecidos por estarmos tãojuntos e próximos.
RN: O último álbum que foi auto-intitulado, tem uma temática de amadurecimento, e vocês tiveram a experiência única de amadurecer diante dos olhos do público. Já houve algum momento em que vocês quiseram tirar umas férias e passar por esse amadurecimentos sem que as pessoas estivessem esperando um álbum depois de tudo isso?
JD: Acho que temos essa vontade umas quatro ou cinco vezes por ano.
TY: (risos).
JD: Bom, é bem difícil estar na estrada, viajando constantemente e tendo a pressão de fãs e da gravadora para fazermos novos álbuns e tudo o mais. Há muita coisa que faz com que você fique meio que “querendo ir pra casa e ser normal”, desejando que ninguém soubesse com quem você estava saindo ou tudo sobre a sua vida. Mas sabe, nós amamos muito tudo isso.
RN: É, sempre há aquele período estranho entre os 15 e os 19 anos – e estou feliz,  pois foi muito bom que eu estive trancada em meu quarto durante esse tempo.
TY: Definitivamente, há momentos onde você vê vídeos no Youtube de você mesmo quando mais novo, ou simplesmente fazendo algo estúpido. Não sei, é tão constrangedor – tipo, está lá pra todo mundo ver.
JD: (risos) Verdade!
RN: Costumam dizer que quando você está se sentindo um pouco perdido na vida, você deveria olhar para o que queria ser há cinco anos, pois isso iria lhe colocar novamente em contato com suas verdadeiras paixões. O que vocês fazem agora é diferente daquilo que vocês sonharam fazer?
JD: Eu disse a meus pais que gostaria de ser tanto um caminhão de bombeiros quanto um campo de futebol!
TY: (risos) Eu queria ser veterinário, então acho que estou bem longe disso também!
JD: Mesmo? Que incrível.
RN: Vocês fizeram bem! E, quem sabe? Talvez mais tarde…
JD: Você ainda assim não poderia ser um caminhão de bombeiros.
RN: Houve um intervalo maior entre a gravação deste álbum e Brand New Eyes – houve alguma mudança em seu processo de composição?
TY: Sim, quero dizer, éramos cinco, e dois saíram, então ficamos nós três. Acho que estávamos preparados para uma mudança, e nós crescemos muito. Acho que precisávamos dela a e tínhamos muito a dizer, mas logisticamente falando, tivemos de mudar tudo. Simplesmente não funcionou da maneira que funcionava antes.
RN: A dinâmica era completamente diferente.
TY: Na pré-produção de Brand New Eyes nós estávamos todos em uma sala, pondo ideias pra fora, ao lado de toda a banda. Nós não conseguimos fazer isso dessa vez. Então toda a música é diferente, todas foram escritas e vieram de maneira diferente umas da outras. Foi tudo muito orgânico mas também muito novo, o que foi muito legal! Acho que tivemos a mesma sensação por várias vezes, a mesma de quando começamos a banda, sabe? Havia nervosismo, mas também aquela paixão genuína – foi quase como rever um velho amigo com o qual você passou algum tempo sem ter contato.
RN: É isso que eu achei o ouvir o novo álbum, é bem diversificado. É muito edificante – desde as imagens, dos devaneios, até o instrumental e arranjos divertidos. O que os influenciou a trazer um ukulele para “Moving On”?
TY: É divertido pois agora estamos em turnê com HelloGoodbye, e quando eu os conheci no primeiro show que fizemos com eles no Havaí, eles tinham muitas músicas com ukulele no álbum deles. Então Forrest, o vocalista, me pediu para tocar uma música lá, e eu nunca havia tocado um ukulele antes, então eu estava “Ah, que demais!”. Houve um dia em que estávamos no estúdio, compondo, e nós meio que alcançamos um certo bloqueio na composição, e foi quando eu vi um ukulele bem ruim em um canto do estúdio, e simplesmente o peguei. Acho que houve várias coisas das quais tivemos que “deixar ir” simplesmente,  e isso rendeu muito para o processo de escrita. Nós queríamos ignorar e deixar pra trás um monte de coisas com as quais estávamos lutando, então eu acho que aquelas músicas com ukulele, especialmente por usarmos aquele instrumento, nos possibilitaram dizer o que precisávamos dizer de uma maneira mais iluminada e divertida, sabe? Não tornando as coisas tão sérias e angustiantes, mas ainda assim conseguindo pôr essas angústias pra fora.
RN: Bem, há um coral gospel em “Ain’t It Fun”! Que inspirador! Por um acaso isso foi inspirado nos seus dias de “The Factory”, Jeremy?
JD: Haha – foi! Bem, foi muito empolgante que tenhamos podido fazer isso. Estava muito nervoso sobre o processo dessa gravação, pois eu estava tipo “Eu nunca tive de ‘bater’ no baixo para um álbum, literalmente”, apenas por diversão, como em uma antiga banda fazendo um show. Então foi bem diferente – mas sim, foi muito divertido! É muito legal ver que o público em geral está aceitando essa pegada mais funk novamente, ver que estão amando isso. Eu acho que é o momento certo também. Mas como Taylor disse, fizemos estas músicas uma de cada vez, usamos caminhos que nunca havíamos usado, tais como o coral e as músicas com estilo mais funk. Mas acho que foi exatamente sobre isso que nosso álbum falou.
RN: Teremos o coral hoje a noite?
JD: É, “O” coral.
TY: É muito empolgante – tivemos oportunidade de trabalhar com a Grammy Foundation para escolas. Em algumas cidades nós estamos trabalhando com colegiais, então é esse coral que vai se juntar a nós. Estamos tentando conseguir corais para todos os locais, hoje, por exemplo, é o Sir Charles Tupper Secondary que vai cantar conosco. Está sendo muito divertido e especial para nós.
JD: É legal, é algo bem local.
TY: Jeremy e Hayley estiveram em oficinas de música quando estavam na escola, e eu acho que não estaríamos aqui se não fosse isso.
RN: Sim, é algo tão importante, e vejo que muitas escolas estão cancelando esses programas, acho uma completa maluquice.
JD: Isso só faz com que mais pessoas achem que isso não pode ser uma profissão ou um sonho a se seguir, sabe?
RN: Exatamente. Quando na verdade existem muito mais possibilidades e caminhos pra seguir no mundo da música hoje em dia.
TY: Vivemos em um tempo tão incrível que se não há uma maneira de aprender sobre isso, ou tentar, ou ser ensinado… Não sei, nós todos crescemos tendo aulas de música, e não consigo imaginar o mundo sem elas.
RN: Concordo. Bem, falando sobre influências… Vocês fizeram alguns covers ao vivo de uma música de Loretta Lynn, chamada “You Ain’t Woman Enough”, há algum tempo – Você sabiam que daqui a alguns dias ela estará tocando por aqui?
JD e TY: Mesmo?!
JD: Que demais. Ela é incrível – não fazia ideia de que ela ainda estava fazendo apresentações, ainda mais aqui. Que máximo.
TY: Que demais. Não consigo me imaginar tocando com 81 anos. Você consegue se imaginar tocando “Ain’t It Fun” com oitenta anos, Jeremy?
JD: Eu sei! Seria ridículo. É incrível.
TY: Acho que ela teria vindo a um dos shows quando fizemos seu cover… Mas acho que algo dificultou, provavelmente com relação à idade ou locomoção. Mas como ela estará aqui em dois dias, acho que provavelmente não foi isso.
RN: O apelido dela é muito legal também: “A filha do mineiro”.     Meio que me lembra um nome artístico de lutadores. De acordo com isso, como vocês estão tocando em arenas, qual nome artístico vocês dariam um ao outro? E uma música-tema?
JD: Nome artístico de lutadores?! Com música-tema? Seria “Pusha-T”! Haha, brincadeira…
TY: Oh meu Deus, qual é…
RN: Há muita pressão agora.
JD: Isso é difícil – e acho que a pior parte é escolher uma música com a qual Taylor entraria. Isso porque ele escuta vários tipos de música – tipo, toda a vez que ele está tocando algo eu fico “Que legal, de quem?” e sempre é uma banda da qual eu nunca ouvi falar. Acho que ninguém ouviu falar, na verdade.
RN: Das profundezas do SoundCloud.
JD: De alguma forma, continua sendo boa música. Ele provavelmente entraria com uma música diferente a cada noite!
TY: Poxa, essa é difícil!
JD: (para Taylor) Qual é meu nome de lutador?
TY: (para Jeremy) Qual é o seu nome de lutador? É muito difícil… Vou te chamar de…
JD: “Pusha-T” e “Flippa-J”?
RN: Vocês poderiam ser uma dupla! Escolher a mesma música. Vocês se lembram dos Bushwackers?
JD: Sim sim sim!
TY: Yeah!
JD: Deveríamos escolher “Double Vision”.
TY: Poderíamos ser os “Irmãos Barracuda”.
JD: Irmãos Barracuda – é isso aí. Nossa música seria “Double Vision” do… Hmm, de quem é? Vou descobrir.
TY: “Double Vision”, de alguém.

Fonte e Tradução: Paramore Brasil


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