segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RockSound publica resenha do show em Manchester

A revista britânica RockSound traz uma resenha sobre o show do Paramore na Arena Manchester, no Reino Unido, que aconteceu dia 20 de setembro de 2013. A matéria conta como a banda ressurgiu para o público após um período de turbulência e um bom tempo sem grandes produções, confira:
PARAMORE – Arena Manchester, Sexta-feira, 20 de Setembro
Durante um intervalo no show, hoje à noite Hayley Williams faz uma pausa em seu raro descanso no palco para refletir um pouco. “Seres humanos, nós gostamos de nos prender a coisas venenosas, que só nos fazem mal, e acaba com a gente de dentro para fora”, disse ela, um pouco mais calma do que ela costuma ser quando está no palco. “Eu acho que nós três – Jeremy, Taylor e eu – acabamos de descobrir que a esta altura de nossas vidas, tem sido bom abandonar algumas coisas”.


Claro, o palco em frente a 20 mil pessoas não é o lugar mais convencional para deixar todos com olhos marejados, mas é uma indicação perfeita de onde o Paramore está agora, como banda e como pessoas. A recente turbulência que deixou a banda com três integrantes aconteceu, em sua maior parte, longe do Reino Unido. Esta é a data de abertura de sua primeira turnê de verdade na Grã-Bretanha desde sua turnê em novembro de 2010 (eles tocaram mais na América do Sul do que aqui nos últimos três anos), e a banda que ganha o palco com um forte e apropriado “Grow Up” está melhor do que nunca. Muito melhor.
Se você conseguiu dar uma espiada na nossa capa da edição do mês passado, com a Hayley, você vai saber que o Paramore está longe de ter tudo planejado, mas depois de hoje à noite, eles não estão muito longe. Arenas como essa têm sido o comum deles, mas a interação da banda que agita o público com “That’s What You Get” e a rouca “Ignorance” é uma perspectiva mais firme e cruel do que da última vez que os vimos.
Guiados pela efervescente Williams – sempre o coração ativo e saltitante de seu passado, presente e futuro – a banda manteve-se firme através de seu recente esforço auto-intitulado com estilo e graça. Jeremy Davis e Taylor York tomam conta do centro do palco para seus solos de baixo e guitarra, respectivamente, enquanto o baterista substituto Aaron Gillespie, da formação do Underoath, arrebenta e faz com que músicas suaves como “Daydreaming” soem positivamente ameaçadoras.
Hoje à noite eles foram, sem dúvidas, mais harmônicos do que nunca, mas a influência da liderança feminina deles é tão boa, que é impossível não se emocionar quando ela se senta no piano para “Last Hope”. Além disso, o gosto pela junção das duas animadas “Crushcrushcrush” e “Ain’t It Fun” induz níveis familiares de histeria antes de Hayley fazer o que nós chamamos de “o velho Billie Joe” e escolhe um fã da plateia para arrebentar no palco em “Misery Business”.
Calmos, essa banda está a um mundo de distância daquela que escreveu “Pressure” (que também está na setlist) em termos de união, tendo como maior exemplo o momento em que os três se afastam do público no final, formam uma brincadeira durante “”Still Into You” e se juntam em torno de Gillespie, sorrindo de orelha a orelha. É uma impressionante exibição de união, que mostra que talvez, mais do que nunca, Paramore é uma banda. Uma ótima banda.

Fonte: Paramore Brasil

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