segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Matéria sobre o Paramore na Rock Sound

rock sound
A nova edição da revista Rock Sound traz o Paramore em destaque em uma matéria/entrevista com Hayley intitulada de “Crescendo, mas não envelhecendo.” Confira abaixo a tradução da matéria:

Nos primeiros seis meses desde o lançamento de seu quarto álbum “Paramore”, Hayley Williams, Jeremy Davis e Taylor York viajaram mais de 50.000 milhas e fizeram 53 shows em 25 países, o que é mais do que a maioria das pessoas vai viajar em uma vida inteira.

Enquanto eles viveram em saguões de aeroportos e hotéis e camarins de paredes brancas, “Paramore” liderou a lista de álbuns em 13 países (incluindo seu primeiro Nº1 na Billboard nos EUA) e ingressos foram vendidos aos milhares para os shows da banda ao redor do mundo. Mais importante, entretanto, é que o Paramore cresceu: mentalmente, fisicamente e emocionalmente.
Quatro meses antes de o álbum ser lançado, Hayley completou 24 anos e Taylor 23; dois meses depois, Jeremy fez 28. O clichê diz que se cresce na adolescência, e por volta de 21, 22 anos, você tem que cuidar de si mesmo e conhece a verdade sobre a vida, mas isso não é completamente verdade. Ninguém sabe como agir ou o quê fazer no momento exato (pergunte a seus pais se eles já desvendaram a vida, e se eles disserem “sim”, são mentirosos) – e isso é tão verdade para esses três como o é para qualquer um. O lançamento de “Paramore” foi como se formar na escola ou universidade – só porque você colocou o chapéu de graduado e ganhou um papel, não significa que você sabe o que qualquer coisa dessas signifique, você tem que juntar as peças por conta própria – e o Paramore é uma história de crescimento que continua sendo escrita. Então como os últimos seis meses tem sido para a banda? E o que 2013 tem ensinado a Hayley, Taylor e Jeremy até agora sobre eles mesmos?
Enquanto a aclamação inicial dos fãs e do mundo todo apoiou o “Paramore”, foi o primeiro álbum do Paramore que pode ser considerado um verdadeiro crescimento. O que é mais difícil de se acreditar é o quanto Hayley se doa em cada uma das dezessete músicas. O álbum é contundente – se é o refrão de “Grow Up” em que Hayley diz “Alguns de nós têm que crescer de vez em quando/ então, se for preciso, eu vou te deixar para trás”, ou ‘Anklebiters’, onde ela brada “Tente se lembrar como era/ dar os seus próprios passos” – sua língua está chicoteando o tempo todo. Mas a amargura não é direcionada a ninguém em particular. “Tem muita autocrítica porque eu me cobrava muito de mim mesmo nos dois anos que gastamos fazendo o álbum,” Hayley confessa. “Eu me senti como se estivesse tentando fazer eu mesma crescer. Não de uma forma em que eu não quisesse mais ser uma criança, mas eu precisava aprender como a relevar as coisas e a não me apegar muito. E isso foi um processo. “Não é como se eu agora fosse perfeita e cem por cento feliz – eu definitivamente ainda tenho minha próprias batalhas – mas esse álbum foi muito sobre aprender a colocar um pé na frente do outro e não mais tanto para trás.”
“Eu costumava me sentir culpada pelo o que era o tempo todo. Ou isso era coisa da minha cabeça ou era porque não aceitava quem eu era, e eu me sentia mal com isso. Quando sua mente adquire um padrão em qualquer coisa, é mais difícil quebrar isso. A coisa mais importante que aprendi foi a discernir melhor quais vozes eu daria ouvidos e a quais opiniões eu daria valor. Agora, eu me sinto mais nos trilhos com relação a alguns sonhos que tive quando garotinha, antes de eu sequer saber o que é deixar as opiniões dos outros me afetarem.
‘Paramore’, então, apresentou uma mudança no foco musical e nas composições da banda para Hayley e para a banda, mas até onde as prioridades da vida dela mudaram desde o lançamento? Ela nunca se envergonhou de dizer que fé e família são duas das coisas mais importantes da vida, mas como isso tem se desenvolvido nos últimos anos? As coisas que eram importantes para a Hayley que escreveu ‘Brand New Eyes’, ou ‘Riot!’, ou até mesmo ‘All We Know Is Falling’ continuam com a mesma importância para a Hayley de 2013? “Essas coisas sempre foram importantes para mim, mas eu acho que agora eu vivo isso mais do que antes.” ela explica. “Eu nunca fui mais próxima da minha família e de meu namorado. Eu sinto que os amigos que eu tenho na minha vida, pela primeira vez, sejam as pessoas em geral, minha família, Chad ou apenas os rapazes, me deixam confortáveis; não tenho nenhuma amizade que seja muito pesada. Todas as pessoas que estão em minha vida agora cuidam umas das outras e se amam, e não há nenhum sinal de mal funcionamento. Quer dizer, há imperfeições, mas não há nenhum sinal de…”
Ela para um pouco. Trabalho duro? “Como eu poderia explicar isso? Costumava haver muita amizade cansativa na minha vida e isso costumava me deixar pra baixo. Eu me sentia muito mal e que isso poderia ser minha culpa. Eu acho que é bom não ter que lutar tanto pelos relacionamentos que tenho agora com meus amigos. Nós todos sabemos bem de onde o outro vem e nos apoiamos muito. Não importa o quão bem sucedido o Paramore vem sendo, e não importa o tanto de coisa boa que tem acontecido em minha vida, eu sempre tive muitas dúvidas na minha cabeça e sempre me senti sem confiança sobre onde eu deveria ter fé, especialmente se eu acreditar no que eu digo acreditar. Eu me preocupo muito, eu acho. Eu acho que todas essas coisas estão começando a trabalhar num ritmo melhor, ultimamente; estou percebendo que eu nunca tive realmente que me preocupar o tanto que me preocupei e eu devo simplesmente ficar sussa!” Enquanto Hayley enxerga mudanças em si mesma atualmente, apenas quando as pessoas mais próximas dizer é que ela realmente se sente em casa. “Com nossas famílias, ouvimos isso muito, mas os fãs nos dizem muitas coisas diferentes quando vão aos nossos shows. Tivemos muitos fãs em 2005, 2006 que agora se sentem muito mais como amigos nossos. Falamos com eles de tempos em tempos e eles passaram pelo ensino médio conosco, e agora alguns deles estão começando negócios e construindo seus próprios lares e começando suas famílias, e isso é maluco! Estamos todos nos tornando adultos. Eu sinto que esse álbum é uma chance para que nós possamos nos divertir com nossos fãs, e ouvindo nosso cd eles passam a nos conhecer melhor, eles vêm ao nosso show, compram nossa ideia, festejamos juntos e é isso. É a primeira vez que sinto isso sobre qualquer coisa que já tenhamos feito.”
Estar no Paramore e assistir ao Paramore é divertido novamente, e por causa disso eles estão numa posição mais potente do que nunca. E enquanto o futuro ainda é incerto, os três estão prontos para irem com tudo. Afinal, eles não são mais crianças. “O mais difícil foi perceber que não sou apenas uma adolescente mais. Foi como acordar e já ter 22, 23 anos e isso foi um baque!” Hayley conclui, “Mas eu tinha que viver e apenas ser eu mesma. Me sinto como uma pessoa mais forte e uma mulher mais forte, e isso é algo que eu preciso e quero aprender. Não é apenas aprender a cozinhar e fazer sua casa parecer um lar. Isso tem muito mais a ver com poder emocional, e é com o que eu estou mais empolgada, me sentindo um pouco emocionalmente – mesmo que bem pouco – mais forte como pessoa, sentir que eu posso aguentar e estar empolgada com o que vier a seguir. Seja lá o que vier…”

Fonte: Paramore BR

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