terça-feira, 9 de abril de 2013

Q&A do PureVolume com Hayley Williams

É fácil esquecer que você vem fazendo isso por muito tempo, que você começou a trabalhar bem jovem com composições sérias.
Acho que nunca pensei nisso. Eu só gostava de ficar perto de pessoas que eram criativas, que tocavam música ou escreviam música. Eu e o Jeremy, nós nos conhecemos numa banda cover, e fazíamos shows em festas de aniversários, e ele tinha 16 anos, e eu 13. E é louco pensar em tudo isso agora, porque naquela época, eu não imaginava que aquelas pessoas eram tão velhas quanto eu. Eu só pensava, ‘Eu quero tocar músicas hoje! Quero cantar uma música da Chaka Khan – E daí?’ Estamos levando uma banda chamada Kitten conosco na turnê, e a vocalista Chloe [Chaidez] detona. E olho para ela e fico tipo, ‘Oh, você é tão doce que eu quero te segurar!’ Mas ela é um ano mais velha do que eu quando começamos a entrar em turnê. E não posso imaginar o jeito que as pessoas olhavam para mim, porque quando eu tinha 16 anos, parecia que eu tinha 12, e parece que ela tem uns 17 anos. Então, eu nunca pensei nisso mesmo, eu nem ligo.
Mas você tomou uma decisão crucial na época, não para se tornar uma artista solo famosa, mas para ser a vocalista de uma banda.
Eu tinha uns 13 ou 14 anos quando a Avril Lavigne estourou. E sabe como as gravadoras são – assim que uma coisa como essa surge, eles embarcam no mesmo barco, como tubarões tentando encontrar peixinhos em uma lagoa. Então acho que olhei para a parte: Eu era a garota cantora-compositora que podia tocar violão e tinha composto algumas músicas. Mas mal sabiam eles que eu estava numa banda, e eu já tinha coisas planejadas, e meu plano que eu e os meninos já havíamos colocado em prática. O que significava que estávamos ensaiando uma vez por semana.
Então na época em que as gravadoras começaram a me chamar, eu já tinha me decidido, ‘sim, eu posso compor sozinha, eu poderia fazer isso sozinha.’ Mas por que eu queria aquilo? Eu me lembro de estar no segundo grau e designar os instrumentos para os meus amigos, tipo, ‘Vamos formar uma banda! E vamos fazer isso!’ Eu só queria ser parte disso, foi o meu sonho a vida inteira, e eu prefiro muito mais tocar música com meus amigos. Tive muita sorte de que de algum jeito eu fiz um bom caso e as pessoas ouviram, e eu e os meninos termos entrado nessa jornada e ser o Paramore.
E, para ser honesta com você, não teria como ‘Hayley Williams’ durar mais tempo que o Paramore durou – nunca teria dado certo. Eu acho que as pessoas querem ver o que é verdadeiro e genuíno, e o que é genuíno para mim é ser a vocalista dessa banda. Vender o meu nome num outdoor ou numa capa de um CD? Essa não seria eu. E não acho que ‘Hayley Williams’ teria sobrevivido sozinha.
Mas o ponto disso tudo é, você sabia exatamente o que estava fazendo, e sabia como fazer música. Por que os irmãos Farro se afastariam disso? Ou de você?
Eu não sei. Para ser bem honesta, a história que contamos do Day One ainda é a mesma história hoje. Eles não estavam felizes, e nós não estamos aqui para forçar as pessoas a fazer coisas que elas não querem. Então nós três conversamos sobre isso sem mesmo falar sobre isso, e nós decidimos que não tínhamos acabado a nossa missão, e que ainda queríamos seguir em frente como Paramore. E tínhamos mais coisas para dizer, só como ser humanos na face da terra. E foi assim que o nosso quarto álbum ganhou vida. Então eu acho – e é super cliché – que tudo acontece por uma razão. E se Josh e Zac não estivessem felizes, isso fez que eu, Taylor e Jeremy nos déssemos conta de que estávamos felizes fazendo isso. Estou feliz com tudo que aconteceu.

Fonte: Hayley Williams Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário