sexta-feira, 8 de março de 2013

Paramore revela influência de Michael Jackson em novo álbum

O repórter Sean Adams, da Drowned in Sound, fez uma entrevista super detalhada, falando não só sobre o novo álbum, mas sobre o processo de escrita e gravação.
Confira a entrevista abaixo:

Sean Adams (DIS): Por favor, listem os ingredientes no novo álbum, porque eu fiquei surpreso em ouvir alguns glockenspiel nele, e eu estava lendo uma uma entrevista interessante com o seu produtor Justin Meldel-Johnson, onde ele disse que houveram guitarras tocadas através de sintetizadores. O que mais entrou na mistura? 
Taylor York: Tudo. Tudo que veio à mente – nós ao menos demos uma chance se fosse uma ideia válida. Então, há todo tipo de sintetizadores, guitarras, um coral gospel, nós fizemos uma seção de cordas, sim, nós pusemos guitarras através de sintetizadores estranhos e nós as torcemos. Eu não acho que não há nada inovador mas foi certamente novo para nós, foi inovador para nós, pessoalmente.
DIS: De quem era o equipamento jogado pelo estúdio? Havia algum dos sintetizadores do Beck ainda por lá?
Hayley Williams:  Tinha muitas coisas do Beck ….
TY: Ele tinha histórias sobre tudo, mas age como se fosse tão normal.
HW: Porque é normal pra ele.

DIS: Em qual estúdio vocês estiveram?
HW: Nós na verdade estivemos em alguns lugares diferentes porque nós fizemos pré-produção em um estúdio meio que de ensaio chamado Swinghouse. E nós fizemos as baterias em Sunset Sound, que é muito famoso, nós tivemos na verdade no espaço que o Prince construiu… ele viveu lá pelo que eu ouvi, tipo uns dois anos, ou alguma coisa.
HW: Nós ficamos nesse espaço só relaxando. Então fomos do Sunset Sound para a casa do JMJ.
TY: Chez JMJ, ele chama. Nós ficamos chamando “Shaise” JMJ.
HW: Então nós ficamos em alguns lugares diferentes, mas nós ficamos no Justin pelo maior período de tempo e foi legal. Foi um longo trajeto fazer esse álbum.
DIS: Haviam algumas notas rabiscadas pelo Prince na parede ainda para inspirá-los? 
TY: Não, só o banheiro pessoal que ele construiu que nós usávamos todo dia. Só de saber que nós dividimos um banheiro com ele…
Jeremy Davis: As coisas mais criativas vêm quando você está no banheiro. Várias boas ideias!
TY: Nós canalizamos a energia do Prince!
DIS: LA é uma cidade muito bizarra, um lugar sem coração e não há um centro. Contextualizando, ajudou a vocês a ir em uma busca pelo coração de LA e talvez sua própria jornada para achar o novo núcleo da banda?
HW: Não há um coração! Não há nenhum coração no álbum e isso sugou a vida de todos nós! [risos] Não! Eu não sei. LA foi na verdade muito agradável porque nós não estávamos tão distraídos com o conforto de casa. Eu acho que  foi o lugar ideal e o momento ideal para nós irmos para lá. Eu me mudei algumas semanas antes dos meninos chegarem. Eu definitivamente passei por umas duas semanas febris onde eu estava como “Eu odeio!” mas eu realmente gosto. Eu só não vou aos lugares da “moda”.
DIS: Eu acho que há uma frase do Bukowski onde ele disse que as pessoas tentam criar um coração para LA porque não há um, os artistas meio que compensam. Eu percebi mesmo que algumas das letras no álbum são muito mais delicadas que anteriormente.
HW: Sim, eu concordaria com isso, mas também a parte de LA, liricamente para esse álbum eu estava realmente focando em coisas. Eu não ia me permitir ficar furiosa de novo. Eu só queria realmente desfrutar de todo o processo e eu senti como só tendo o tempo em casa e crescer e me tornar uma mulher de 24 anos  - Eu tinha acabado de completar 24 mas… você sabe o que eu to falando. Pareceu que eu tinha um pequeno espaço para delicadeza, estava ok dessa vez. Não estava ok antes, eu era bem como uma concha, uma concha muito dura.
DIS: Em termos do processo, quando suas músicas começaram para esse álbum? Eu imagino que tenha sido um processo levemente diferente dos álbuns anteriores mas foi um dos caras no estúdio de ensaio durante grande parte e então trocando músicas entre vocês?
TY: É diferente toda vez , com certeza, é meio que … nós estávamos só tentando entender cada dia, às vezes…. as músicas costumavam ser escritas musicalmente e então mandávamos para Hayley e ela fazia toda a melodia e letras dela em cima e então era isso. Nós tentamos fazer isso com esse álbum e simplesmente não funcionou. Nenhum dos truques antigos funcionaram nesse álbum, o que foi péssimo no começo mas então eu senti que nós tivemos um sentido real de despertar. Pareceu que nós nos sentimos vivos novamente. Não era como se nós estivéssemos preocupados porque as coisas estavam diferentes, mas havia meio que essa energia nervosa, como “a gente consegue?”, nos impulsionando. Foi uma coisa realmente saudável. Mas sim, algumas vezes nós começávamos com um riff de guitarra e haviam várias ideias que estavam escritas que não se encaixavam. Foi diferente em cada música, honestamente. Não havia realmente uma fórmula por dizer.
DIS: Quanto da escrita aconteceu no estúdio e quanto estava pronto?
HW: Surpreendentemente, muita parte já estava pronto antes de nós entrarmos na fase de gravação. Isso nunca acontece para a gente, nós eramos sempre assim…. acho que eu tava contando a alguém, quando nós fomos ao estúdio com o Rob Cavallo para o Brand New Eyes nós tínhamos quatro músicas. Era isso.
TY: As músicas em seu núcleo estavam escritas, mas muita coisa aconteceu no estúdio. Todas elas passaram por uma grande transformação porque nós não tínhamos cinco pessoas para trabalhar realmente, tipo essas partes diferentes de guitarra e aquela parte de bateria… nós podíamos fazer apenas uma parte antecipadamente. Eu acho que foi realmente legal porque a tela estava em branco e eu senti como se nós tivéssemos mais espaço para explorar. É engraçado porque nós muitas vezes nós deixaríamos desse jeito. Em vez de antes, eu acho, que nós tentávamos não… não tumultuar, isso é muito negativo… nós tentávamos encher todo o espaço. Eu acho que nesse álbum houve horas que o Justin diz que é ok que só tem uma parte de guitarra aqui, assim, você não precisa dessas coisas que vocês sempre fazem.
DIS: As músicas de vocês sempre tiveram uma clareza nelas mesmo nas parte rápidas, mas ainda soam como aqueles enormes hinos, como bandas como o U2 diminuíram as batidas por minuto para permitir que as coisas se espalhassem pelas arenas e para fazer com que tudo soasse maior. As músicas de vocês são realmente tão rápidas que tem que haver um ponto em que vocês tem que apenas destumultuar um pouquinho. 
TY: Sim, totalmente!
DIS: Houve uma faixa essencialmente em particular que quando vocês tinham acertado, vocês ou Justin começaram a sentir que tinham começado a saber para onde o álbum estava caminhando?
JD: Eu acho que nós entramos em uma rotina de gravação e assim, algumas das coisas nós adicionávamos e coisas assim, e definitivamente não que cada música fosse diferente, até nós chegarmos ao final, lá pro final nós nem tínhamos definido a ordem das faixas ou coisas do tipo. E na verdade, toda vez que nós começávamos a pensar nisso foi quando realmente tudo começou a se juntar e parecer com um álbum. Mas sim, nós definitivamente entramos numa rotina depois de duas ou três musicas e coisas assim e eu acho que isso foi importante para o álbum soar constante num todo.
DIS: O álbum teve algum tipo de manifesto quando vocês começaram? O álbum que Justin trabalhou antes do de vocês foi M83, ele disse que foi “épico, épico, épico”. Essa foi a forma redundante dele de explicar como o álbum soava. Vocês tinham alguma coisa assim em mente, ou a sua própria referência, ou foi Brand New Eyes a referência a  superar?
HW: Para nós foi só que nós estávamos constantemente dilacerando nossos próprios muros. Eu acho que nós construimos uma certa fórmula e uma certa rotina como banda por tanto tempo que, por três álbuns, e era apenas tempo de fazer algo diferente. Ainda que nós não passássemos pelas mudanças que nós passamos, ainda que nós fossemos uma banda de cinco, qualquer fosse o caso, nós precisávamos de uma mudança. Então foi apenas sobre sempre tentar tudo, nunca realmente dizer não a não ser que fosse uma ideia realmente ruim – eu tive alguma dessas- foi apenas uma experiência extremamente libertadora e foi um plano muito aberto todo o tempo. Isso foi diferente para a gente, talvez isso seja bastante normal para muitas bandas. Nós ainda não tínhamos experienciado isso até o quarto álbum. Nunca houve uma planta, ou coisa do tipo, foi apenas assim “vamos fazer ótima arte e não fingir que sabemos tudo”
DIS: O que vocês acham que aprenderam fazendo esse álbum ou isso é uma pergunta irritante para qual vocês não tem a resposta ainda?
HW: Eu ainda não sei inteiramente. Toda vez que eu o ouço eu lembro de alguma outra coisa que eu talvez seja agradecida por, realmente, que nós tivemos a chance de experienciar. Eu acho que eu aprendi que nós somos capazes de muito mais do que eu tinha pensado. Nós tinhamos muito mais em nós do que nós estávamos dispostos a explorar, que nós estávamos dispostos a mostrar às pessoas e foi apenas sobre ser corajosos o bastante para admitir.
DIS: Uma coisa que vocês disseram numa entrevista recente com a Absolute Punk, foi que não haveria partes com dubstep no álbum. Essa foi uma decisão consciente?

TY: Elas eram todas dubstep. Elas foram mudadas. Dubstep é legal, apenas não pra gente.
DIS: Maldito seja aquele álbum do Korn! Eu tive uma teoria ano passado, não sei se vocês vão concordar, que os singles da Carly Rae Jepsen e da Taylor Swift eram bastante emos, meio que músicas super pops , que saíram no rádio quando vocês estavam no estúdio. Isso deu a vocês um “peraí um minuto, vocês tão pisando no nosso território?” 
HW: Hmm, não… risos

DIS: Mas de repente rádios americanas muito muito de massa se abriram para bandas de emo-pop e muito mais música alternativa… 
HW: Sim, nós estávamos falando disso no avião. Os últimos anos de música foram muito muito excitantes. Há muitas bandas que estão saindo que são meio que de mainstream… eles resistiram, eles passaram qualquer testes que eles precisavam passar para conseguir, mas ainda manter seu espírito. Bandas como Fun. tem feito isso, e obviamente aquela música do Gotye foi gigantesca, e causou um impacto em muitas pessoas e pessoas começaram a tomar nota de músicas que eles não eram familiarizados. E isso foi muito emocionante para nós assistirmos. Obviamente, ao mesmo tempo, nós estávamos nos preparando para escrever, foi assustador. Nós imaginamos se seríamos capazes de nos encaixar nisso quando nós voltássemos. Eu acho que talvez não teve uma influência ou nos inspirou numa certa direção, mas no final eu estou muito feliz com aonde a música está agora e o fato de que nós estamos voltando e eu sinto que tudo é realmente fresco e excitante.
DIS: Corrijam-me se eu estiver errado, mas liricamente, cada um de seus álbuns tem um ar de auto-combustão ou pelo menos uma ponta de algum tipo de crise existencial. Parece que às vezes vocês consideram a futilidade das coisas, e que tudo isso poderia acabar, mas superar esses demônios os torna mais fortes e foca a mente de vocês. Como naquele pedaço “o mundo não precisa de outra banda”. Essa é a ideia situacionista que eu amo sobre a importância da morte. É basicamente um conceito que, meramente pensando sobre a morte, pode ser realmente encorajador e libertador. Com uma ouvida rápida do álbum, parece que essa ideia sobre O Fim eleva sua cabeça novamente em algumas letras. Eu acho que o que eu estou perguntando é se a ideia que vocês olharam a morte nos olhos e que vocês poderiam ter parado, mas seguiram em frente… houve uma nova liberdade com esse clima de agora?
HW: É certamente uma escolha que eu acho que nós fizemos para sermos o que somos, estarmos em uma banda. Mas às vezes não é realmente uma escolha, porque é tipo, isso é o nosso propósito de vida, sabe? Se nós tivéssemos jogado tudo isso fora, seria muito triste. As últimas gravações, especialmente Brand New Eyes, liricamente falando, foi uma época muito difícil pra gente e foi importante nós termos superado isso – eu digo isso toda hora, a gente TINHA que superar aquilo para fazermos esse álbum – o quarto álbum é o que nós acreditamos… não que tudo tenha sido dito e feito no álbum de número quatro, mas eu acho que o quarto álbum é a razão do que nós começamos quando tínhamos 13 anos. Eu sinto como se tivesse sido uma grande jornada para chegar até aqui. É um sentimento muito bom, eu nem posso descrever como é fazer tudo até esse ponto e, yeah, tem sido muito libertador saber que nós constantemente escolhemos essa vida e esse estilo de vida que temos agora, e fazer música e compartilhar com as pessoas, e conectarmos a elas. Mas como eu disse, ao mesmo tempo é um presente e jogar isso fora seria um absurdo. Eu não sei o que mais poderíamos fazer para sentirmos recompensados, corretos e preenchidos desta forma. É muito bom.
DIS: No novo single ‘Now’, você canta sobre não ser a hora nem o lugar para morrer. Você tem alguma preferência de lugar ou época?
HW: Ha! Eu espero que o NSYNC volte antes de eu morrer, é só com isso que eu me preocupo. E vocês?
TY: Eu tento não pensar sobre isso…
DIS: Eu só ouvi algumas músicas antes dessa entrevista, mas parece que vocês tomaram uma abordagem um pouco mais dramática e teatral na música. Vocês acharam que poderiam ser mais divertidos dessa vez?
TY: Existem um monte de coisas diferentes estatisticamente do que as pessoas acharam da música. Honestamente, esta foi a primeira vez que nós ouvimos “teatral” ou pensamos nisso. Eu não acho que foi um esforço consciente para fazer alguma coisa mais teatral, mas eu acho novamente que é a primeira vez que nos abrimos para novas direções. Eu penso que no meio disso tudo, há muito mais vida em nós agora. Eu acho que talvez estejamos mais entusiasmados e estamos nos divertindo mais, então talvez algumas dessas coisas faça parecer que a música é mais dramática e com sentimento teatral divertido. Essa música simplesmente aconteceu, e olhando para trás é muito legal, mas eu realmente não sei como aconteceu ou como tomou esse rumo. Mas, yeah, não foi uma coisa consciente, mas é legal ouvir. Adoro ouvir a opinião de todo mundo…
DIS: Houve também o show no Reading, o jeito que vocês se vestiram, o jeito que vocês se apresentaram pareceu mais performático. Eu vi vocês algumas vezes e sempre tem alguns pulos e truques, mas pareceu ser um pouco mais teatral e carismático. Vocês planejam fazer alguma coisa nova este ano para levar os shows a um novo rumo?
JD: Flip duplo nas costas.
DIS: Inspirado pelas Olimpíadas?
TY: Ha. Nós não sabemos ainda como será a performance do show, mas tudo parece ser diferente e novo, então provavelmente algumas coisas vão acontecer.
HW: O Jeremy é muito bom com elementos de produção. Para mim, quando nós estamos conversando sobre isso, não me vem nada à mente.
TY: Eu também.
HW: Estou realmente preocupada com o que as pessoas vão ver e eu só penso…
TY: Você quer luzes?
HW: …Eu só quero estar lá.
TY: Palco…
JD: Tragam fumaça!
TY: Fogos…
HW: Mas ele é realmente bom. As coisas que nós tivemos no Reading and Leeds, muito daquilo foi o Jeremy que falou com um cara, Ray, e colocaram a iluminação do show juntos, então minha aposta é no Jeremy.
DIS: O álbum está visando o futuro em muitas linhas. Com os shows ao vivo, deve ser divertido para vocês por terem guitarras sem cabos, permitindo as pessoas a fazer uma performance de um jeito que não era possível há alguns anos. Em termos de invenções, existe alguma coisa que vocês estejam à procura na música que os deixem animados, ou que vocês esperam que um dia exista?
HW: Isso é outra coisa que ele [cutuca Jeremy] seria bom em fazer…
JD: Você me colocou em um outro caminho de pensamento. Nunca pensei em todas as possibilidades de instrumentos! Bateria sem fio!
DIS: Há uma outra entrevista com o Justin que eu li, onde ele fala que ele tratou a gravação como se fosse nos anos 80, mas também em 2016. Esse tipo de ideia eu acho que é olhar com os olhos do passado para ver como será o futuro prometido. Foi isso que vocês sentiram com esse novo álbum, ou isso estava só na cabeça dele?
HW: Honestamente, nós continuamos brincando que não fazíamos ideia… Conversar com o Justin é tão [louco]… você aprende alguma coisa toda vez.  O vocabulário dele está em um nível que nós nunca tínhamos ouvido. Então ele sempre vem com maneiras incríveis de explicar tudo.
Ele mencionou alguma coisa do tipo pra gente. Quando eu ouvi a algumas das músicas e o sentimento que eu tive ao compor algumas delas, às vezes parecia que eu estava num filme do John Hughes, às vezes parecia um pouco com De Volta Ao Futuro, havia sons que os caras traziam e pareciam coisas de outro mundo e realmente empolgantes, mas acho que nós sempre estávamos buscando no fundo de nossas influências e de nossas maiores influências. Nós estávamos realmente abertos a inspirações, todos os tipos de inspirações, nós não tínhamos aquele luxo ou tempo ou energia para mergulhar em todos os álbuns passados, então eu entendo totalmente quando ele fala isso, e é muito legal, pelo menos na minha opinião.
DIS: Não houve nenhuma invenção de instrumentos, especialmente no rock desde aquela época até então. Essas pessoas fizeram músicas com som bastante futurista com coisas que foram soldadas juntas…
HW: Nós assistimos a alguns vídeos de bandas dos anos 80 como a banda do Trent Reznor antes do Nine Inch Nails [The Innocent / Exotic Birds] e nós ficamos maravilhados com os sons e os cortes de cabelo.
DIS: Qual o o álbum auto-intitulado favorito de vocês?
HW: Meu Deus, você está brincando comigo?
JD: Estou pagando esses caras para resolverem isso.
HW: [depois de 30 segundos de silêncio pontuado por gemidos dela pedindo ajuda] Eu só quero olhar no meu iTunes.
DIS: Vocês devem ter tido um momento onde vocês sentiram que poderiam chamar o álbum de Paramore porque…
HW: Honestamente, à medida em que essa coisa de “auto-intitulada” vai, e nomear os outros álbums foi excruciante e também houve muita pressão, e esse foi tipo, a gente sabe, ele é o que é. Mas eu quero dizer que existem um monte de álbuns auto-intitulados excelentes, e eu acho que nós sempre fomos secretamente invejosos de álbuns auto-intitulados porque é tipo, uma afirmação. Isso é o que nós somos. É como pregar um adesivo da banda no seu carro. O que eu fiz, e faria de novo se as pessoas parassem de me seguir por aí. Eu vou ficar pensando nisso por horas.
DIS: Você pode me enviar a resposta por e-mail.
HW: É, nós vamos de verdade, eu prometo a você porque é muito frustrante.
DIS: Tem outra coisa que eu queria perguntar sobre inspirações. Existem algumas coisas que eu não esperava ouvir, uma delas é um pouco de Michael Jackson.
HW: Sim! Em “Ain’t It Fun” talvez?
DIS: Existem outros vestígios que vocês esperam que as pessoas notem ou não notem nas músicas que inspiraram vocês?
TY: É muito empolgante ouvir a interpretação de todo mundo. As pessoas disseram isso quando estávamos gravando, mas não foi tipo “vamos tocar Michael Jackson”. Isso só, er, aconteceu. Talvez não tenha soado direito, mas nós não tínhamos a intenção de nenhuma dessas coisas.
DIS: Parece que vocês sempre foram ligeiramente mais livres, e pelo jeito tiveram que ficar confinados para fazerem o que é esperado de uma banda de rock.
TY: Exatamente! Eu acho que nós tivemos muito conformo ai saber que nossos fãs obviamente estavam conectados aos nossos últimos três álbuns, foi como nós construímos nossa base de fãs. Quando nós tocamos shows ao vivo, nós ainda temos todas aquelas músicas para tocar e eles podem balançar a cabeça e enlouquecer, e eu acho que nós só queríamos explorar as coisas e espero que nossos fãs estejam crescendo com a gente e queiram ouvir algo um pouco diferente. Não que nós estejamos tentando abandonar completamente o lugar de onde viemos.
DIS: As pessoas não querem mais do mesmo. As pessoas não querem mais do mesmo. As pessoas não querem mais do mesmo…
TY: Bom, algumas pessoas querem.
JD: Algumas bandas surgem com um novo álbum, e isso é tudo que eles tocam ao vivo, e nós não queremos fazer isso nunca. Nós definitivamente gostamos de tocar tudo.
HW: Qual é o meu álbum auto-intitulado favorito? Eu vou ficar pensando nisso por dias.

Fonte: Paramore Brasil

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