segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Revista polonesa Guitarist entrevista Taylor

Taylor concedeu uma entrevista para revista polonesa “Guitarist”, onde falou sobre o novo álbum, como se sentiu com a saída dos Farros da banda e se ele ainda mantém algum contato com os irmãos. Confira a tradução:
A banda Paramore existe na indústria da música há quase 10 anos. A estrela deste ano no “Impact Festival”, conseguiu lançar três álbuns completos, os quais não tiveram grande impacto sobre a história do entretenimento de música na Polónia, mas definitivamente obtém muita atenção nos EUA. O quarto álbum da banda de Tennessee é especial por pelo menos duas razões. Em primeiro lugar, Paramore agora é um trio energético e em segundo lugar, o som da música que estávamos acostumados foi claramente alterado. Qual é o resultado final? Taylor York está aqui para responder…
Michal Lis: Você quer ir para qual direção com o novo álbum?
Taylor York: Pra falar a verdade, não tínhamos a menor ideia no início (risos). Antes de você começar a fazer algo de verdade, você não consegue nem montar uma sentença decente sobre isso. Quando estávamos nos preparando para trabalhar no novo álbum, tentamos escrever músicas que eram similares as que você pode ouvir no nosso terceiro álbum. Mas percebemos que isso não era uma boa ideia, então nós nos deixamos ser criativos. Agora, quando eu escuto essas músicas, cada uma delas me surpreende porque todas soam de formas diferentes. Eu não acho que estávamos cientes do tipo de álbum que estávamos escrevendo até ele ser finalizado.
ML: Você disse que está surpreso com o som final do álbum. Qual é o conceito deste álbum?

TY: O fato de este ser um álbum autointitulado diz muito. É um marco para nós e deve nos separar de todas as coisas que passamos como banda durante os dois últimos anos. Agora mais do que nunca, acreditamos que isso é o que o Paramore foi destinado a fazer.

ML: Isso é interessante, considerando o fato de que depois que eu comecei a ouvir algumas das faixas eu imediatamente pensei que soou mais como pop, não rock. O que podemos esperar do produto final?
TY: Pessoalmente, eu não acho que o nosso single (Now) é uma música pop. O mesmo com o resto do álbum. Se alguém recebe essa impressão, tudo bem eu não me importo. Depende do que você espera deste álbum. O som dele é resultado do lugar em que nos encontramos agora e de nossas inspirações. Você vai encontrar nele canções que você pode dançar, um coral gospel e um quarteto de cordas. Eu também acho que há alguns sons bem pesados nele e algumas baladas ótimas – que é resultado da nossa personalidade musical diversa.
ML: Você mencionou a canção “Now”. Por que escolheram para ser o single?
TY: Estamos conectados com todas as músicas, mas mesmo durante a produção tínhamos a impressão de que essa música resume tudo o que temos para oferecer no momento. Ela está ligando nosso passado com o nosso presente. Nós não queremos que as pessoas esqueçam que, afinal, somos uma banda de rock.
ML: O álbum tem quantas faixas?
TY: Tem 17 faixas. 14 músicas e 3 faixas bônus.
ML: Um longo tempo se passou desde o último álbum. Você sentiu alguma pressão sobre o valor do novo álbum depois de tanto tempo?
TY: A cada álbum novo existe uma pressão para criar um melhor ainda. Ninguém entra no estúdio querendo gravar um álbum médio. Espero que as pessoas apreciem o nosso trabalho e gostem deste álbum tanto quanto nós. O tempo não é realmente um problema aqui.
ML: Você pode descrever o processo de composição do álbum?
TY: Primeiramente, todos nós estávamos trabalhando em um ambiente criativo. Nunca tivemos isso antes. No estúdio éramos nós e os instrumentos. Estávamos abertos a todas as ideias que vinham em nossas cabeças e as demos vida. A cooperação com JMJ nos ajudou muito. Ele sabia o que estava fazendo, então demos ouvidos a ele. Muitos desses experimentos acabaram sendo parte do nosso álbum e é por isso que soa melhor do que qualquer coisa que já gravamos antes.
ML: Depois que Zac e Josh saíram, você pensou que poderia ser o fim do Paramore?
TY: No começo ficamos muito confusos. Nós éramos muito próximos. Estávamos acostumados com as coisas como elas eram. Só depois de alguns meses após a separação, percebemos como nos sentíamos mais felizes sem eles na banda. A diferença entre antes e agora é que nós realmente queremos estar na banda e tocarmos juntos. Quanto menos pessoas na cozinha mais saboroso o prato é.
ML: Você pode me dizer que não estava funcionando na banda antes?
TY: Os dois lados queriam algo diferente. Nós começamos a tocar juntos quando éramos crianças. O tempo foi passando e todos nós crescemos. Nossas metas e prioridades mudaram – você não pode escapar disso. Zac e Josh não queriam mais ser parte do Paramore, não havia nenhum motivo para forçá-los a ficar.
ML: Você mantém contato com eles?
TY: Eu e Zac sempre fomos melhores amigos. A separação da nossa banda felizmente não mudou isso. Embora eu só possa falar por mim mesmo. O tempo cura, mas cada um precisa de uma quantidade diferente de tempo para lidar com isso.
ML: Vocês perderam dois músicos, quanto tempo demorou a se acostumarem a ser um trio?
TY: Eu acho que ainda estamos nos adaptando a isso. Não me lembro de nenhuma conversa séria que tivemos sobre isso. Nós apenas pegamos nossos instrumentos e começamos a brincar. Não demorou muito tempo para nos acostumarmos com isso. Talvez não seja conveniente nem confortável, mas aprendemos a lidar com isso. Meu irmão toca conosco quando tocamos ao vivo e tudo funciona muito bem.
ML: Que tipo de guitarra que você está usando agora?
TY: Eu ainda tenho duas Jazzmasters da Fender. Recentemente eu estive mexendo em seus conversores e agora elas soam muito melhor. Eu uso uma Gibson Midtown com dois P90 também, neste novo álbum eu a uso muito. Você também pode ouvir nele uma interessante Rickenbacker, que eu encontrei em algum lugar. Sobre os conversores, o que já mencionei P90 e Humbuckery.
ML: Então, qual você vai levar em turnê com você?
TY: Eu não sei ainda. Nós não tivemos tempo para pensar sobre isso ainda. Eu preciso verificar algumas coisas antes de escolher. Embora eu não ache que irei mudar o equipamento que eu geralmente levava em turnê.
ML: Descreva o papel de cada um de vocês na banda. Quem escreve a música?
TY: Durante o processo de composição para novo álbum, Hayley foi responsável pelas letras, eu compus a música. Tudo começou a funcionar, assim que sentamos juntos em uma sala e discutimos nossas ideias. Quando se trata das primeiras ideias e estruturas foi definitivamente uma responsabilidade colocada sobre meus ombros. (risos)
MI: E como você lidou com a carga? (risos)
TY: Para ser sincero, na maior parte eu não tinha ideia do que estava fazendo (risos). Às vezes é assustador, às vezes se encaixa perfeitamente ao que somos agora. Eu tento sempre vir com algo novo e não ficar preso em um gênero musical. Eu estava em pânico no começo, mas depois que percebi que realmente não tinha escolha que eu comecei a trabalhar e escrever a música. Pelo menos eu espero que seja isso que eu estava fazendo (risos)
MI: Onde vocês vão fazer turnê este ano?
TY: Pelo que eu saiba, vamos estar em turnê por 260 dias, e então vamos viajar por todo o mundo! Eu não tenho certeza exatamente pra onde iremos, mas vamos fazer um show na Polônia, então eu espero vê-lo em breve!

Fonte: Paramore Brasil

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