quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Rolling Stone faz entrevista com taylor e a hayley


O site da revista Rolling Stone divulgou um Q&A exclusivo que eles fizeram com a Hayley e o Taylor sobre o novo álbum da banda. Confira a matéria completa traduzida:
Tem sido um tempo duro para o Paramore: os membros originais Josh Farro (guitarra) e Zac Farro (bateria) deixaram a banda em dezembro de 2010 com uma amarga nota online, alegando que a “a banda foi o produto manufaturado de uma gravadora”. A cantora Hayley Williams foi a Los Angeles com o guitarrista Taylor York e o baixista Jeremy Davis, para se encontrar com o produtor Justin Medal-Johnson (Beck, Garbage), produzindo o quarto álbum, Paramore, (que será lançado em nove de abril), com as primeiras músicas desde o Brand New Eyes, 2009.
Nesse Q&A, Williams e o guitarrista Taylor York contam a Rolling Stones que a banda quase acabou completamente. “Haviam definitivamente dias que eu acordava e achava que seria mais fácil escrever uma carta e dizer que era uma fuga”. Williams diz “E então haviam dias que eu acordava com uma música na cabeça e eu sabia que esse era o propósito”
RS: Musicalmente, para onde você querem ir depois do Brand New Eyes?
HW: Esse tempo todo, para nossa banda, foi uma época bastante escura. Foi emocionalmente, desgastante, e chegamos a um ponto em que escrevíamos músicas só para aproveitar o processo de fazer um álbum, na verdade, apenas apreciar a realidade, que nós estamos em uma banda e que nossos sonhos se tornaram reais. Então eu acho que isso é o que foi mais importante pra nós, e a gente não sabia como isso poderia se manifestar através da música, mas foi isso o que aconteceu.
RS: Você achava que a qualquer hora o Paramore ia acabar?    
HW:  Haviam dias como esse pra mim. Eu sempre quis ser parte do Paramore, mas eu não sabia – “Isso é realidade? Eu estou brincando comigo mesmo?”. Foi cansativo, eu acho. Éramos todos amigos, crescemos juntos, isso é o que foi mais decepcionante… Isso nos abateu mais do que qualquer coisa que já aconteceu em nossa carreira profissional. Quero dizer, claro que foi ruim, mas quando tudo começou meio que a cair aos pedaços entre o Brand New Eyes e fazer este álbum, haviam definitivamente dias em que eu acordava e achava que seria mais fácil escrever uma carta e dizer que era uma fuga e ir, tipo arranjar um emprego servindo café ou fazer qualquer coisa normal. Talvez isso seria menos estressante. E então haviam dias que eu acordava com uma música na cabeça e eu sabia que esse era o propósito e que há liberdade em ser musicista e artista, e você realmente se sente agradecido. É como na vida de qualquer pessoa, existem momentos altos e baixos, e existem momentos de dúvidas, mas há algo além de nossas mentes que nunca vai nos deixar desistir.
RS: Vocês ficaram surpresos de alguma maneira com o fato de que os dois rapazes que começaram a banda, que cresceram com a banda, simplesmente se afastaram?        
HW: Taylor?
 TY:  Eu acho que isso fez sentido, Eles sabiam que o final de uma temporada estava por vir, mas a maneira como aconteceu é que foi uma surpresa. Eu não acho que esse tipo de separação ou esse tipo de rompimento é sempre uma coisa fácil nem nunca vem sem confusão de alguma forma, mas eu não acho que nós sabíamos que seria toda essa loucura e esse drama. Então isso foi uma surpresa. Mas meio que era o que era. Eu acho que por um longo tempo isso realmente nos afetou, e parecia que nós não podíamos  fugir disso, e era o que todos queriam falar. Conforme o tempo passava, fomos capazes de apenas separar esse tipo de coisa e deixá-la no passado e ser algo, “Sim, realmente nos frustou”. Mas eu acho que há um futuro esperando por nós. Vamos caminhar em direção a ele, em vez de nos hospedar neste drama escolar.                
HW: Eu acho que o Taylor não  poderia ter dito algo  melhor. O fato de que os dois rapazes deixaram a banda e então decidimos não desistir, mas depois de um ano mais tarde, nós escrevemos “o que para mim é o nosso melhor álbum?”  Tudo acontece por uma razão, por mais clichê que pareça, eu não posso dar ao luxo de olhar para ele de forma diferente.
RS: Como você acha que tudo o que a banda passou, se transformou em novas músicas?
HW: Eu sei como ele saiu musicalmente, porque eu estava lá assistindo o Taylor chegar a todos esses riffs e todas essas coisas que você nunca tinha sido capaz de ouvi-lo expressar plenamente, porque, mesmo vendo o Taylor tocar no palco, você não poderia realmente ouvir a sua personalidade, porque havia um monte de guitarras no palco. Então, para mim foi muito divertido escrever esse álbum com ele, porque eu acho que antes desse álbum a última vez que nós nos sentamos em um quarto sozinhos e escrevemos uma música juntos foi quando tínhamos 12 e 13 anos de idade. De repente eu vi este cientista louco saindo dele, e ele se tornou realmente um produtor incrível. Ele estava fazendo todas as nossas demos e todas as nossas trilhas para isso, e foi ótimo. E isso me inspirou muito para escrever do jeito que eu escrevi desta vez. Pela primeira vez, eu não estou com raiva em todas as músicas, eu não estou cuspindo letras. Eu estou cantando letras, e é bom. Isso realmente me faz sentir bem. E com certeza, ainda há canções para explorar sobre esses  assuntos de, você sabe, as questões de, eu não sei, a dor, e assuntos do coração e outras coisas mais introspectivas, mas eu era capaz de olhar para isso de uma maneira nova. Eu realmente não sinto que estou de pé gritando com uma parede mais. Eu me senti saudável para escrevê-lo.
RS: O enorme sucesso de “Airplanes” [hit pop do rapper B.o.B de 2010 com Williams] foi uma surpresa para você?
HW: Sim, isso foi uma surpresa total. Quando eu ouvi a música eu adorei. Eu me senti como “Uau, isso poderia realmente ser alguma coisa”, e todos os rapazes eram como “Uau, você tem que fazer isso, isso é radical.” E realmente funcionou. Eu amo o B.o.B, e esse tipo de parceria parece funcionar perfeitamente, e a música foi realmente muito divertida de se cantar. Não poderia ter sido melhor. Eu me senti muito amada e aceita. Foi legal.
RS: Você se vê fazendo mais coisas no futuro, tipo uma artista solo?
HW: Hum, eu não sei. Depende do que vem. Especialmente com esse álbum, eu acho que todos nós começamos a ver o quão versátil somos como uma banda, e talvez em áreas que simplesmente não estávamos dispostos a nos abrir. Nós meio que – vamos tentar esse tipo de coisa. Depende do que vem. Eu definitivamente estou aberta a qualquer coisa que realmente me inspira, por isso só depende de algumas coisas. Eu definitivamente não me sinto como se isso poderia causar algo ruim ou qualquer coisa com a nossa banda. Acho que todos nós apoiaremos uns aos outros nessas pequenas aventuras.
RS: Eu ouvi muito sobre influências pop neste disco.
TY:  Sim, nós já conversamos sobre isso recentemente, mas foi divertido para este disco, eu acho que, percebendo de onde viemos e por que os nossos fãs do passado são ligados a nós – Eu acho que nós estávamos tão focados, então eu apenas tentei algo como “tipo de canção do Paramore”, então eu só iria usar a fórmula Paramore e tentar escrever esses riffs pesados ​​de guitarra. . . Eu estava realmente focado em escrever assim, e eu achava que iria trazer essas músicas pra Hayley e ela diria, “Eh, é legal, mas eu não sinto isso”, e seria algo aleatório que eu tinha meio que escrito o que eu escrevi para mim, então eu lhe disse: “Você nunca gostou disso em um bilhão de anos”, e que era nisso que ela iria se conectar. Eu não acho que nós sabíamos que estávamos indo para esse lado, e  escrever canções super pop’s  ou dance – mas simplesmente aconteceu. Foi realmente assustador, mas foi muito legal.
RS: Quanto tempo demorou para se ajustar à nova formação?
HW: Bem, uma coisa que foi muito importante para nós, foi a mini tour. Fomos para a América do Sul. Nós fizemos algumas coisas no exterior e alguns shows na Warped Tour. Nós meio que demos tudo de nós neles. Não havia tempo para nos sentarmos  de mau humor ou ser muito científico sobre essas coisas. Os três de nós apenas entramos em nossos papéis e isso funcionou. Não quer dizer que não houvesse uma mania estranha agora e depois, porque tinha que se acostumar com esta nova versão de quem nós éramos como uma banda. Pessoalmente, isso causou um pouco de uma crise de identidade para todos nós três. Era como, “Vamos embora. Vamos apenas seguir em frente.”
RS: Eu sei que o Josh Freese foi em turnê com vocês. Vocês já qualificaram um  baterista?
HW: Hum …. não.
TY: Depois de todas as mudanças de membros e todo o drama, só queremos ter certeza de que, pelo menos, os três de nós podemos aguentar tudo juntos. Por agora, nós estamos tipo, descobrindo algo novo a cada dia. Temos amigos que vão tocar com a gente, mas não temos uma formação sólida para um baterista. Meu irmão toca guitarra com a gente, e meu amigo John toca guitarra e teclado, então eu acho que eles vão ser  mais que uma instalação permanente, mas ainda estamos tentando descobrir sobre o baterista.
RS: Quando vocês estão pensando em fazer uma turnê completa?
HW: Honestamente, nós ainda estamos pensando nisso. Nosso disco será lançado em abril. Eu diria que nós começaremos uma tour antes da primavera.
RS: Vocês acham que finalmente estabeleceram uma formação que será mantida por um tempo?
HW: Bom, John e Justin tem tocado com a banda por alguns anos. Quero dizer, vocês não os veem nas fotos novas, e quem sabe isso será algo que faremos no futuro, mas os nossos fãs os conhecem, eles são parte da nossa família de tour.
Literalmente para o Taylor – é o irmão dele com ele no palco. Então, definitivamente, eles são uma coisa permanente para nós. Por mais longe que um baterista vá, acho que ainda não encontramos um que se encaixe perfeitamente, mas quando acharmos, será algo que teremos que resolver. Para nós, sair num tour é um estilo de vida de qualquer maneira – todos que participam do nosso tour, nossa equipe, quase todos eles tem estado com a gente por anos e anos agora. Nós gostamos de sentir isso. Nós gostamos que nossos fãs conheçam Riley, nosso técnico de guitarra. Nós gostamos disso porque gostamos daquelas pessoas que entendem o quanto nós os apreciamos, e o quanto eles são valiosos para nós. Então, eu não sei quanto ao baterista, mas tudo no “acampamento Paramore”, por mais longe que a turnê vá, é permanente.
RS:Vocês tem algum relacionamento com Josh e Zac agora? Vocês falam com eles?
[Silêncio]
TY: O tempo é algo bonito, e nós estamos deixando-o fazer a coisa certa.

Fonte: Paramore BR

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